Kansas State University

Prédio da Kansas State University.

Universidade de Utah

Fachada do Departamento de Filosofia da Universidade de Utah.

Universidade de Pradesh Arni

Uma das fachada da Pradesh Arni University, na Índia.

University PrimeTime

Paisagem da Marist University / University PrimeTime, nos Estados Unidos.

Universidade de Oxford

Anglian College, da Universidade de Oxford.

A Secretaria de Educação de Jaguaruana e o IFCE fazem enquete no link:

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sexta-feira, 1 de abril de 2016

VAMOS FALAR DE OLIMPÍADAS? QUANDO PODEMOS PERDER UMA CHANCE DE OURO


Maio de 2013, o Brasil se prepara para receber a Copa das Confederações, uma espécie de evento preparatório um ano antes da Copa do Mundo realizado pela FIFA.

Desde janeiro, a população brasileira era bombardeada com propagandas de grandes corporações e empresas querendo associar suas marcas e produtos ao futebol. "País do futebol", "Pátria de chuteiras", os lugares comuns de sempre repetidos ad infinitum e com a boa dose de criatividade dos astutos profissionais da propaganda brasileira.

Paralelo a esse movimento midiático circulavam nas redes sociais reflexões sobre os gastos públicos da Copa, principalmente nas cidades sede que iriam receber jogos das seleções estrangeiras. Bilhões de reais envolvidos, ganhos garantidos para a FIFA, obras inacabadas ou terminadas às pressas, dívidas a serem pagas no próximo século.

Acrescido esse cenário aos impactos negativos que a Copa traria, como os transtornos na rotina das cidades sede (e ainda lembrar que o PIB brasileiro subiu apenas 0,1% em 2014, ano da Copa, mesmo com todos os 'investimentos' e milhões de turistas transitando pelo país), somaram-se as pérolas de estrelas nacionais defendendo os investimentos no evento mundial em detrimento de hospitais e escolas públicas...

Aquele momento foi histórico, não pelo esporte em si, mas pelo que estava prestes a acontecer no âmbito político e social, cujo teor tinha muito de inesperado, intenso, além de único na história do Brasil. O movimento social que ficou conhecido como Manifestações de Junho de 2013, uniu pessoas de várias gerações, principalmente jovens mobilizados pelos gastos exorbitantes com a festa do futebol associado aos serviços públicos de sempre sendo nivelados pelo "não tem verba", ou seja, a falta de recursos financeiros para assistir à população no dia-a-dia.

Defendendo pautas de avanço nos ganhos sociais, (como melhorias na saúde pública e educação básica, além do fim da famigerada PEC 37), os manifestantes de então deixaram claras sinalizações para os políticos encastelados em Brasília que, acuados, aprovaram várias das demandas das ruas, em tempo recorde e em período de recesso parlamentar!

Contabilizou-se em mais de 250 cidades manifestações por todo o Brasil. Só nas capitais foram milhões nas ruas...

Junho de 2014, o medo de que a Copa fosse um desastre nacional tomou conta de muitos "patriotas", dentre os quais previam que o evento seria um fiasco. Outros temiam novas convulsões sociais, aumento da criminalidade e até atentados terroristas. 

Mais uma vez, os manifestantes compareceram às ruas, dando sinais de que "o gigante havia acordado" (imagem também cooptada pela indústria do entretenimento), basicamente reivindicavam que a Copa deveria passar por uma apreciação mais justa, mais crítica e menos ufanista, menos parcial dos fatos.

Numa conta simples se constatou que, com os esforços e o dinheiro empregados nos estádios, dentre outros gastos, teríamos avançado alguns dígitos em IDH - Índice de Desenvolvimento Humano em alguns anos. 

No final, todos entraram no clima, seja torcendo pela seleção da Holanda, ou da Argentina, ou dos Camarões, ou do México: os números e a alegria dos brasileiros e dos turistas mostrou que a Copa foi um sucesso em termos de evento realizado com êxito logístico tal como pela alegria contagiante do brasileiro. Esse sentimento só foi ofuscado pelo amargo 7 x 1. 

Abril de 2016, mas agora, tratando mesmo das Olimpíadas 2016 no Brasil. Alguém tem acompanhado os preparativos finais do maior evento mundial que vai acontecer em nosso país?


A organização do evento parece estar totalmente entregue ao estado do Rio de Janeiro e à cidade sede, visto que o poder central do país está se defendendo de sucessivas tentativas de assalto ao poder.

E não só o governo federal, parece que nós não podemos ter a oportunidade de pensar esse evento, tão mais importante que a Copa, repetindo, o maior evento do mundo! Além de não aproveitarmos os prazeres de sermos anfitriões, pior, estamos perdendo uma OPORTUNIDADE DE OURO de promover na população, notadamente entre as crianças e os jovens, os valores essenciais que os esportes sabem muito bem transmitir.

Só para lembrar: contanto do dia que escrevo esse texto, faltam 126 dias para o INÍCIO dos Jogos Olímpicos. E alguns dias depois, começam os Jogos Paralímpicos, por sinal, evento no qual os atletas brasileiros nos tem dado muito orgulho.

Não sei com que garra os brasileiros entrarão para conquistar medalhas, se depender do clima atual, nenhum. Também não sei com que ânimo os brasileiros torcerão pelos nossos atletas e equipes, como acolherão no Rio as outras delegações, os visitantes, os líderes de estado presentes.

Para deixar uma inspiração para os leitores, trago o exemplo do ginasta Arthur Zanetti, um cara baixinho, humilde, de energia boa, nascido em São Caetano do Sul, que saiu medalhista olímpico de Londres em 2012. Zanetti o "único brasileiro e o primeiro latino-americano a conquistar uma medalha olímpica de ouro em qualquer das categorias de seu esporte".

Sei que o Brasil é cheio de surpresas, que pode nos últimos segundos da prorrogação nos surpreender; mas realmente gostaria que os poderosos parassem de disputar quem vai abrir o evento olímpico e se empenhassem na preparação do país, nas melhorias que faltam na casa e que ainda faltarão depois do evento quando estivermos contando as medalhas que ficarão aqui.



Fontes consultadas:

http://www.rio2016.com/ 

http://www.arthurzanetti.com.br/conquistas/

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1608985-pib-cresce-01-em-2014-aponta-ibge.shtml

http://amp-mg.jusbrasil.com.br/noticias/100566304/ministerio-publico-sofre-cerco-de-projetos-que-reduzem-seus-poderes 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Zanetti

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Lançados editais para seleção de cinco professores nos campi de Fortaleza e Russas


A Universidade Federal do Ceará divulga o lançamento de três editais de concurso público para seleção de quatro professores efetivos e um substituto. Serão três vagas na área de Matemática, no Campus de Russas; uma para o Departamento de Geologia e outra para o Instituto UFC Virtual, ambas em Fortaleza.

As vagas na área de Matemática são para professores efetivos com doutorado, que deverão cumprir uma carga horária de 40 horas semanais, com dedicação exclusiva. Os setores de estudo são: "Álgebra Linear e Cálculo", "Cálculos e Processos Estocásticos" e "Probabilidade e Estatística". As inscrições se iniciam no dia 31 de agosto e se estendem até 29 de setembro de 2015. O Edital nº 171/2015 traz mais informações sobre o concurso.

Já o Edital nº 172/2015 abre uma vaga para professor efetivo (com doutorado) no Departamento de Geologia, em Fortaleza. Com carga de 40 horas semanais, regime de dedicação exclusiva, a colocação é para o setor de estudo "Prospecção e Geologia Econômica". As inscrições vão de 24 de setembro a 23 de outubro de 2015.


Fonte: Divisão de Concursos e Provimento da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas da UFC – fone: 85 3366 7407

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Noruega incentiva que escolas e universidades sejam preservadas de conflitos bélicos e guerras

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega  realizou uma conferência internacional em Oslo nos dias 28 a 29 de Maio de 2015 intitulada “Proteger a Educação sob Ataque”. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Børge Brende, abriu a conferência e os estados representados na conferência foram incentivados a assinar a Declaração de Escolas Seguras. 


"Em países afetados por guerras e crises, ir à escola pode ser uma das coisas mais perigosas que uma criança ou jovem pode fazer. Há atualmente 28 milhões de crianças em áreas de conflito que não são capazes de ir à escola. Convocamos os estados a comprometerem-se com o cumprimento das novas Orientações para Proteger Escolas e Universidades de Uso Militar durante Conflitos Armados ", disse o Ministro Børge Brende.


As forças militares, grupos armados e forças de segurança atacaram milhares de alunos, estudantes, professores e instituições educacionais ao longo dos últimos cinco anos, de acordo com o relatório Education under Attack 2014. As escolas foram atacadas em 70 países e o uso militar de instituições de ensino tem sido documentado em 25 conflitos armados.


Noruega e Argentina, conjuntamente com outros estados e atores da sociedade civil, têm levado adiante o esforço para  a elaboração e promoção das Orientações para Proteger Escolas e Universidades de Uso Militar durante Conflitos Armados. 

As orientações serão agora usadas para fomentar uma obrigação política mais ampla na proteção das crianças e da educação em situações de conflito. Isso faz parte da implementação do White Paper sobre Educação para o Desenvolvimento, que estabelece que a Noruega desempenhará um papel de liderança na promoção de um maior esforço internacional para garantir a proteção das crianças e da educação em situações de crise e de conflito.


Ministro das Relações Exteriores Børge Brende participou na abertura da escola das meninas em Rafat, na Cisjordânia, no dia 20 de maio de 2015. . Foto: Frode O. Andersen / Ministério das Relações Exteriores.

Fonte: http://www.noruega.org.br/News_and_events/Assuntos-Atuais/Acontecimentos/Conferencia-em-Oslo-sobre-Escolas-Seguras/#.VefSZJdHTIU

"Relatos selvagens" 

A título de exemplo, tem-se relatos de escolas que, além de estarem no fogo cruzado, são alvo de conflitos e/ou depósito de armas. São citados os casos do conflito entre Israel e Palestina, onde grupos armados utilizariam além escolas, hospitais e casas civis.

Isso para não falar nos casos das meninas nigerianas que são sequestradas por organizações terroristas de dentro da escola. Ou da impossibilidade de estudar por razões de conflitos armados. Mazela essa que afeta hoje milhões de crianças na Síria, no Afeganistão, na Eritreia...

Lamentavelmente, contudo, temos casos bem mais próximos e gritantes que os exemplos do Oriente Médio ou mesmo da África e da Ásia.

Aqui mesmo no Brasil, país que vive oficialmente sem guerra declarada, mas que produz índices de guerra civil. 

Segundo dados da Anistia Internacional de 2012, foram mortos em solo nacional 30.000 mil jovens (sim, trinta mil), dos quais a maioria eram do sexo masculino e 77% eram negros*.

Esses números, associados à faixa etária envolvida, apontam para a instituição que está mais diretamente envolvida com o jovem, a escola. O lugar que, inserido numa comunidade vunerável, funciona como refúgio, mas que, segundo relatos e desabafos de estudantes e docentes, sucumbe ao apelo violento das armas, seja orquestrado pelos grupos organizados, seja pela violência usual de cada dia.

Tão ou até mais grave do que casos de bullying, indisciplina, assédio moral, educação inclusiva, questões de gênero ou de problemas de aprendizagem, assuntos reconhecidos como emergentes por mostrarem descompasso sistêmico, a questão da violência armada que adentra as escolas públicas do Brasil é um tema que nos remete ao quanto precisamos melhorar no campo do desenvolvimento humano e social.

Estamos falando de ações criminosas quem envolvem tirar de uns o direito de ir para a aula, de outros a possibilidade assistir a aula, para o professor a impossibilidade de transmitir conhecimentos (e de interagir autonomamente no seu ofício).

Por fim custa a todo o corpo profissional e acadêmico da escola a inexistência de um ambiente harmônico, digno que a escola precisa ser protagonista e proporcionar. 

Que a mensagem dessa iniciativa norueguesa chegue efetivamente ao nosso país, adentre nossas escolas e promova na sociedade uma imagem de respeitabilidade que a universidade ainda sustém, mas que algumas escolas perderam faz muito.


* Vale dizer que, segundo a mesma Anistia Internacional, os dados indicam que foram assassinados nesse mesmo ano cerca de 56.000 mil pessoas no Brasil.