Kansas State University

Prédio da Kansas State University.

Universidade de Utah

Fachada do Departamento de Filosofia da Universidade de Utah.

Universidade de Pradesh Arni

Uma das fachada da Pradesh Arni University, na Índia.

University PrimeTime

Paisagem da Marist University / University PrimeTime, nos Estados Unidos.

Universidade de Oxford

Anglian College, da Universidade de Oxford.

A Secretaria de Educação de Jaguaruana e o IFCE fazem enquete no link:

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domingo, 19 de fevereiro de 2017

MEDALHA DALTRO HOLANDA - CRITÉRIOS E DEFINIÇÃO DOS NOMES

Todos concordam que os bons exemplos podem criar uma espiral de influência positiva por onde passam. Apesar das grandes mídias, principalmente no Brasil, darem atenção excessiva a fatos negativos isolados, a desastres em série ou a histórias com versão manipulada, sabemos que isso tudo objetiva fins específicos.

Existem, todavia, iniciativas que visam não só reconhecer como dar evidência às histórias de superação, de entrega abnegada, defesa de modelos virtuosos que ilustram o cenário local. É o caso da Medalha Daltro Holanda. 

Criada em junho de 1998, a comenda da Casa dos Amigos de Russas homenageia, no seu nome, a figura do médico que tomou Russas como residência, depois vindo a construir ali uma casa de assistência aos doentes que, sem exageros, se tornou a semente para um centro de serviços de saúde que hoje assiste não só a cidade, como também toda a região jaguaribana. Digo isso porque, além da Casa de Saúde, hoje Hospital de Russas, existem na circunvizinhança, Maternidade, Clínica São Bernardo e logo mais à frente a Policlínica, com todo um complexo de serviços que compõem a rede de saúde regional. 

Pois bem, a Medalha Daltro Holanda foi criada com o objetivo explícito de "homenagear personalidades que, pelo mérito de suas ações, tenham merecido destaque na formação da índole e/ou contribuído para o desenvolvimento do povo russano". Nesse sentido, a honraria vem prestar um grande serviço junto a comunidade russana quando prestigia conterrâneos e amigos que souberam dar seus préstimos para a cidade ser um melhor lugar para se viver. 

Logo, juntamente com os títulos concedidos pela Câmara Municipal de Russas (Medalha Dom Lino Deodato, Medalha Manoel Matoso Filho, Título de Cidadão), no âmbito oficial; como também do Troféu Araibu, no contexto do CINEFESTIVAL; o prêmio Mario Torres, da Academia Russana de Cultura e Arte; além das comendas do Rotary e outras instituições locais, a Medalha Daltro Holanda faz justiça a pessoas dos mais variados campos que atuaram de modo destacado no desenvolvimento ou projetando o nome de Russas. 

É o caso do médico Dr. José Martins de Santiago, primeiro a receber a homenagem post mortem, também bianual da CARUS. Dentre os que foram reconhecidos depois da partida estão: Cônego Pedro de Alcântara, Padre Alípio Santiago, Scipião Maia Scipião, Valdemar Pinheiro e a lista segue. Por outro lado, foram agraciados com a Medalha Daltro Holanda figuras como: Maestro Orlando Leite, Irmã Maria da Graça, Maria Padeiro, Professor Luís Tavares,  Liduíno Pitombeira, Dep. Jeová Costa Lima, Jurandir Santiago, Gilvanise Pontes, Rantzau Souza, Dona Naninha, Dona Lourdes Bessa e ainda outros.

 O consagrado músico Liduíno Pitombeira é um 
agraciados com a Medalha Daltro Holanda.

Se aproxima a Assembleia da CARUS, ocasião em que os sócios da entidade poderão prestigiar seus conterrâneos com a indicação de um nome conforme consta no regulamento que disponibilizo no final desse texto.

A solenidade de entrega das comendas ocorre, tradicionalmente, nas instalações do Náutico Atlético Cearense, numa noite marcada por reencontros amigáveis, descontração e alegria.


Dona Ana Maciel Bezerra, Dona Naninha, na ocasião do 
recebimento da medalha no Náutico Atlético Cearense, 2011.


CASA DOS AMIGOS DE RUSSAS

MEDALHA DR. DALTRO HOLANDA

REGULAMENTO

Art 1º – A Medalha Dr. Daltro Holanda é o galardão instituído pela Casa dos Amigos de Russas para homenagear personalidades que, pelo mérito de suas ações, tenham merecido destaque na formação da índole e/ou contribuído para o desenvolvimento do povo russano.

Parágrafo Primeiro – Ao ser outorgada a medalha, o homenageado receberá, também, um diploma no qual será explicitado, em síntese, o destaque que propiciou o merecimento.

Parágrafo Segundo – A Medalha Dr. Daltro Holanda será entregue, a cada dois anos, as personalidades que, preenchendo os requisitos deste regulamento, tenham obtido maior aprovação no processo de escolha.

Art. 2º – A confecção e a outorga da Medalha a que se refere o caput do artigo anterior serão procedidas na forma que dispõe este regulamento.

Art. 3º – A Medalha, com 50 mm de diâmetro – 2 faces – e 3 mm de espessura, banhada em ouro puro conterá, de um lado, a efigie e o nome Dr. Daltro Holanda, superpostos na parte frondosa da paisagem que ornamenta a bandeira do município de Russas e, do outro, a insígnia da Casa dos Amigos de Russas.

Art. 4º – A cada ano será escolhido um candidato, e a escolha dar-se-á por ocasião da Assembleia Geral Ordinária que for convocada para a apreciação das contas referentes ao exercício anterior, na forma do Art. 25, parágrafo 1º, do Estatuto Social da CARUS
Parágrafo Primeiro – Qualquer sócio da CARUS poderá apresentar um nome para concorrer a honraria, o qual, se aprovado pela Diretoria em reunião ordinária em que estejam presentes pelo menos 2/3 dos seus membros, será submetido à Assembleia Geral;
Parágrafo Segundo – A Diretoria colocará à apreciação da Assembleia Geral, no máximo 5 (cinco) dos nomes por ela selecionados;
Parágrafo Terceiro – A outorga da Medalha de que trata este Regulamento dar-se-á em reunião festiva.

Art. 5º – Os casos omissos serão resolvidos pela Diretoria da Casa dos Amigos de Russas.

Art. 6º – Este Regulamento entra em vigor nesta data, e o seu conteúdo deverá ser divulgado para conhecimento dos Associados da CARUS.

Assembleia Geral da Casa dos Amigos de Russas, realizada na sede do SINDIÔNIBUS, em Fortaleza/CE, aos 4 (quatro) dias do mês de junho de 1998.


terça-feira, 20 de setembro de 2016

CARUS CELEBRA 75 ANOS DO CORREIO DE RUSSAS COM CONCURSO LITERÁRIO

A comunicação é um elemento essencial da ação humana. Tema de inumeráveis estudos, da psicologia até a comunicação social e publicidade, se faz presente na vida de milhões de pessoas através dos meios de comunicação.

Apesar de muitas vezes serem utilizados com fins particularistas e até escusos, os meios de comunicação são ferramenta essencial para promoção da democracia, da boa política e, em última instância, do entendimento humano. Nesse sentido, feliz a comunidade que possui meios de comunicação próprios, autônomos e a serviço do bem comum.

Existem dezenas, quem sabe centenas, de jornais, noticiários, informativos e revistas escritos publicados a partir do interior do Ceará nos últimos anos. Muito mais do que se imagina. 

Infelizmente, contudo, poucos conseguem subsistir por um maior período de tempo. Alguns até surgem com objetivos nobres e compromisso social, buscam qualidade editorial e modernidade. Outros, ao contrário, surgem sem qualquer compromisso ético ou cultural com a comunidade. Tem pretensões unicamente comerciais, da pequena política partidária, narram somente cenas violentas ou não prezam nem mesmo pela língua portuguesa.

De uma forma ou de outra, a imprensa escrita sofre com a falta de apoio, tão comum no meio cultural e, dessa maneira, a grande maioria dos trabalhos acaba sem cumprir sua missão e sem fazer história. 

Existem, todavia, histórias que estão grafadas com letras de ouro na imprensa cearense.

Fundado em 1941, o jornal Correio de Russas, começava a circular na cidade aglutinando em torno de si alguns dos principais nomes da intelectualidade local. Sob a liderança do potiguar Manuel Matoso Filho, o "Noticioso Independente" surge para tratar de assuntos ligados à política regional. 

Naquele tempo ninguém imaginava que o jornal chegaria tão longe!

O Correio e Russas completa, em 2016, seus 75 anos como ícone do jornalismo cearense no interior do estado. O jornal ganhou uma longa existência graças ao seu atual editor, o jornalista Horácio Matoso. Bancário aposentado, Horácio Matoso atua como guardião, quase solitário, na luta pela imprensa escrita de papel no interior. 
Folder com a programação do XVIII ECR.
Trabalhando em praticamente todas as frentes do periódico, o Horácio consegue um feito digno, envolvendo só ele sabe, seu esforço pessoal e o de seus familiares. Destaco aqui, como testemunho, pessoas que, como ele, trabalham e acreditam na importância do CR: Neta, Bibia e Totô, os responsáveis pela distribuição na cidade de Russas (os mesmos, deve-se ressaltar, são irmãos do editor).

 A Casa dos Amigos de Russas, entidade conhecida dos russanos, almejando prestigiar essa trajetória vitoriosa, realiza o XVIII ENCONTRO CULTURAL RUSSANO visando homenagear essa história de superação e de fé na comunicação e na imprensa livre.


Para celebrar esse marco da imprensa cearense, a Casa dos Amigos de Russas, instituiu também o Concurso Literário com o tema: “CORREIO DE RUSSAS: 75 ANOS – O PIONEIRO DO JORNALISMO ESCRITO NA REGIÃO JAGUARIBANA”.
Mesmo não sendo o primeiro jornal escrito a circular em nossa cidade, vide o que narram os nossos historiadores, o jornal Correio de Russas, merece todas as honras, posto que é dos poucos que se mantém em circulação no Ceará desde que retomou as atividades e mais importante: é um dos mais antigos jornais em circulação no interior do Ceará.               
Com muitas histórias para contar, o CR chega ao seu 75a aniversário e são as crianças e a rapaziada que vão participar da festa. Da festa da imprensa livre e à serviço da sociedade, da celebração da amizade e da língua portuguesa, da produção literária que rende premiação para os melhores textos e faz uma justa homenagem para o nosso querido Noticioso Independente.
Parabéns à Carus pela iniciativa.
Felicitações ao ganhadores do prêmio 2016.
Meus melhores cumprimentos ao Horácio Matoso e à sua equipe.
         





sexta-feira, 1 de abril de 2016

VAMOS FALAR DE OLIMPÍADAS? QUANDO PODEMOS PERDER UMA CHANCE DE OURO


Maio de 2013, o Brasil se prepara para receber a Copa das Confederações, uma espécie de evento preparatório um ano antes da Copa do Mundo realizado pela FIFA.

Desde janeiro, a população brasileira era bombardeada com propagandas de grandes corporações e empresas querendo associar suas marcas e produtos ao futebol. "País do futebol", "Pátria de chuteiras", os lugares comuns de sempre repetidos ad infinitum e com a boa dose de criatividade dos astutos profissionais da propaganda brasileira.

Paralelo a esse movimento midiático circulavam nas redes sociais reflexões sobre os gastos públicos da Copa, principalmente nas cidades sede que iriam receber jogos das seleções estrangeiras. Bilhões de reais envolvidos, ganhos garantidos para a FIFA, obras inacabadas ou terminadas às pressas, dívidas a serem pagas no próximo século.

Acrescido esse cenário aos impactos negativos que a Copa traria, como os transtornos na rotina das cidades sede (e ainda lembrar que o PIB brasileiro subiu apenas 0,1% em 2014, ano da Copa, mesmo com todos os 'investimentos' e milhões de turistas transitando pelo país), somaram-se as pérolas de estrelas nacionais defendendo os investimentos no evento mundial em detrimento de hospitais e escolas públicas...

Aquele momento foi histórico, não pelo esporte em si, mas pelo que estava prestes a acontecer no âmbito político e social, cujo teor tinha muito de inesperado, intenso, além de único na história do Brasil. O movimento social que ficou conhecido como Manifestações de Junho de 2013, uniu pessoas de várias gerações, principalmente jovens mobilizados pelos gastos exorbitantes com a festa do futebol associado aos serviços públicos de sempre sendo nivelados pelo "não tem verba", ou seja, a falta de recursos financeiros para assistir à população no dia-a-dia.

Defendendo pautas de avanço nos ganhos sociais, (como melhorias na saúde pública e educação básica, além do fim da famigerada PEC 37), os manifestantes de então deixaram claras sinalizações para os políticos encastelados em Brasília que, acuados, aprovaram várias das demandas das ruas, em tempo recorde e em período de recesso parlamentar!

Contabilizou-se em mais de 250 cidades manifestações por todo o Brasil. Só nas capitais foram milhões nas ruas...

Junho de 2014, o medo de que a Copa fosse um desastre nacional tomou conta de muitos "patriotas", dentre os quais previam que o evento seria um fiasco. Outros temiam novas convulsões sociais, aumento da criminalidade e até atentados terroristas. 

Mais uma vez, os manifestantes compareceram às ruas, dando sinais de que "o gigante havia acordado" (imagem também cooptada pela indústria do entretenimento), basicamente reivindicavam que a Copa deveria passar por uma apreciação mais justa, mais crítica e menos ufanista, menos parcial dos fatos.

Numa conta simples se constatou que, com os esforços e o dinheiro empregados nos estádios, dentre outros gastos, teríamos avançado alguns dígitos em IDH - Índice de Desenvolvimento Humano em alguns anos. 

No final, todos entraram no clima, seja torcendo pela seleção da Holanda, ou da Argentina, ou dos Camarões, ou do México: os números e a alegria dos brasileiros e dos turistas mostrou que a Copa foi um sucesso em termos de evento realizado com êxito logístico tal como pela alegria contagiante do brasileiro. Esse sentimento só foi ofuscado pelo amargo 7 x 1. 

Abril de 2016, mas agora, tratando mesmo das Olimpíadas 2016 no Brasil. Alguém tem acompanhado os preparativos finais do maior evento mundial que vai acontecer em nosso país?


A organização do evento parece estar totalmente entregue ao estado do Rio de Janeiro e à cidade sede, visto que o poder central do país está se defendendo de sucessivas tentativas de assalto ao poder.

E não só o governo federal, parece que nós não podemos ter a oportunidade de pensar esse evento, tão mais importante que a Copa, repetindo, o maior evento do mundo! Além de não aproveitarmos os prazeres de sermos anfitriões, pior, estamos perdendo uma OPORTUNIDADE DE OURO de promover na população, notadamente entre as crianças e os jovens, os valores essenciais que os esportes sabem muito bem transmitir.

Só para lembrar: contanto do dia que escrevo esse texto, faltam 126 dias para o INÍCIO dos Jogos Olímpicos. E alguns dias depois, começam os Jogos Paralímpicos, por sinal, evento no qual os atletas brasileiros nos tem dado muito orgulho.

Não sei com que garra os brasileiros entrarão para conquistar medalhas, se depender do clima atual, nenhum. Também não sei com que ânimo os brasileiros torcerão pelos nossos atletas e equipes, como acolherão no Rio as outras delegações, os visitantes, os líderes de estado presentes.

Para deixar uma inspiração para os leitores, trago o exemplo do ginasta Arthur Zanetti, um cara baixinho, humilde, de energia boa, nascido em São Caetano do Sul, que saiu medalhista olímpico de Londres em 2012. Zanetti o "único brasileiro e o primeiro latino-americano a conquistar uma medalha olímpica de ouro em qualquer das categorias de seu esporte".

Sei que o Brasil é cheio de surpresas, que pode nos últimos segundos da prorrogação nos surpreender; mas realmente gostaria que os poderosos parassem de disputar quem vai abrir o evento olímpico e se empenhassem na preparação do país, nas melhorias que faltam na casa e que ainda faltarão depois do evento quando estivermos contando as medalhas que ficarão aqui.



Fontes consultadas:

http://www.rio2016.com/ 

http://www.arthurzanetti.com.br/conquistas/

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/03/1608985-pib-cresce-01-em-2014-aponta-ibge.shtml

http://amp-mg.jusbrasil.com.br/noticias/100566304/ministerio-publico-sofre-cerco-de-projetos-que-reduzem-seus-poderes 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Arthur_Zanetti

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Noruega incentiva que escolas e universidades sejam preservadas de conflitos bélicos e guerras

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega  realizou uma conferência internacional em Oslo nos dias 28 a 29 de Maio de 2015 intitulada “Proteger a Educação sob Ataque”. O Ministro dos Negócios Estrangeiros, Børge Brende, abriu a conferência e os estados representados na conferência foram incentivados a assinar a Declaração de Escolas Seguras. 


"Em países afetados por guerras e crises, ir à escola pode ser uma das coisas mais perigosas que uma criança ou jovem pode fazer. Há atualmente 28 milhões de crianças em áreas de conflito que não são capazes de ir à escola. Convocamos os estados a comprometerem-se com o cumprimento das novas Orientações para Proteger Escolas e Universidades de Uso Militar durante Conflitos Armados ", disse o Ministro Børge Brende.


As forças militares, grupos armados e forças de segurança atacaram milhares de alunos, estudantes, professores e instituições educacionais ao longo dos últimos cinco anos, de acordo com o relatório Education under Attack 2014. As escolas foram atacadas em 70 países e o uso militar de instituições de ensino tem sido documentado em 25 conflitos armados.


Noruega e Argentina, conjuntamente com outros estados e atores da sociedade civil, têm levado adiante o esforço para  a elaboração e promoção das Orientações para Proteger Escolas e Universidades de Uso Militar durante Conflitos Armados. 

As orientações serão agora usadas para fomentar uma obrigação política mais ampla na proteção das crianças e da educação em situações de conflito. Isso faz parte da implementação do White Paper sobre Educação para o Desenvolvimento, que estabelece que a Noruega desempenhará um papel de liderança na promoção de um maior esforço internacional para garantir a proteção das crianças e da educação em situações de crise e de conflito.


Ministro das Relações Exteriores Børge Brende participou na abertura da escola das meninas em Rafat, na Cisjordânia, no dia 20 de maio de 2015. . Foto: Frode O. Andersen / Ministério das Relações Exteriores.

Fonte: http://www.noruega.org.br/News_and_events/Assuntos-Atuais/Acontecimentos/Conferencia-em-Oslo-sobre-Escolas-Seguras/#.VefSZJdHTIU

"Relatos selvagens" 

A título de exemplo, tem-se relatos de escolas que, além de estarem no fogo cruzado, são alvo de conflitos e/ou depósito de armas. São citados os casos do conflito entre Israel e Palestina, onde grupos armados utilizariam além escolas, hospitais e casas civis.

Isso para não falar nos casos das meninas nigerianas que são sequestradas por organizações terroristas de dentro da escola. Ou da impossibilidade de estudar por razões de conflitos armados. Mazela essa que afeta hoje milhões de crianças na Síria, no Afeganistão, na Eritreia...

Lamentavelmente, contudo, temos casos bem mais próximos e gritantes que os exemplos do Oriente Médio ou mesmo da África e da Ásia.

Aqui mesmo no Brasil, país que vive oficialmente sem guerra declarada, mas que produz índices de guerra civil. 

Segundo dados da Anistia Internacional de 2012, foram mortos em solo nacional 30.000 mil jovens (sim, trinta mil), dos quais a maioria eram do sexo masculino e 77% eram negros*.

Esses números, associados à faixa etária envolvida, apontam para a instituição que está mais diretamente envolvida com o jovem, a escola. O lugar que, inserido numa comunidade vunerável, funciona como refúgio, mas que, segundo relatos e desabafos de estudantes e docentes, sucumbe ao apelo violento das armas, seja orquestrado pelos grupos organizados, seja pela violência usual de cada dia.

Tão ou até mais grave do que casos de bullying, indisciplina, assédio moral, educação inclusiva, questões de gênero ou de problemas de aprendizagem, assuntos reconhecidos como emergentes por mostrarem descompasso sistêmico, a questão da violência armada que adentra as escolas públicas do Brasil é um tema que nos remete ao quanto precisamos melhorar no campo do desenvolvimento humano e social.

Estamos falando de ações criminosas quem envolvem tirar de uns o direito de ir para a aula, de outros a possibilidade assistir a aula, para o professor a impossibilidade de transmitir conhecimentos (e de interagir autonomamente no seu ofício).

Por fim custa a todo o corpo profissional e acadêmico da escola a inexistência de um ambiente harmônico, digno que a escola precisa ser protagonista e proporcionar. 

Que a mensagem dessa iniciativa norueguesa chegue efetivamente ao nosso país, adentre nossas escolas e promova na sociedade uma imagem de respeitabilidade que a universidade ainda sustém, mas que algumas escolas perderam faz muito.


* Vale dizer que, segundo a mesma Anistia Internacional, os dados indicam que foram assassinados nesse mesmo ano cerca de 56.000 mil pessoas no Brasil.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Evento de saúde mental recebe inscrição de trabalhos acadêmicos

 
 
Estão abertas as inscrições de trabalhos científicos da XXI Jornada Quixadaense de Saúde Mental e Cidadania que será realizada nos dias 11, 12 e 13 de dezembro de 2013, na cidade de Quixadá, no Sertão Central  cearense. O evento ocorrerá nas dependências da Faculdade Católica Rainha do Sertão que mais uma vez acolhe a jornada.

Antenada com uma das principais questões do campo da saúde mental no Brasil, a proposta da jornada é refletir a dependência química. Para isso, a Comissão Organizadora da XXI Jornada definiu o tema: "Dinâmica Social e Psicopatologia da Dependência Química".

Haverá a tradicional conferência proferida pelo professor e pesquisador Jackson Sampaio, hoje reitor da Universidade Estadual do Ceará - UECE, além da participação de nomes relacionados à temática do evento como Paulo Diógenes, Vereador da Câmara Municipal de Fortaleza; Major Edson Aragão, Especialista em Dependência Química; Ms. Juliana Sena, Coordenadora Especial de Políticas sobre Drogas de Fortaleza, dentre outros.

A XXI edição do evento celebra 20 anos da política de saúde mental em Quixadá que culminou com a instalação do Centro de Atenção Psicossocial de Quixadá, o terceiro CAPS Geral criado no Ceará e um dos primeiros do Brasil.

Poderão enviar trabalhos doutorandos, mestrandos, pesquisadores, especialistas, estudantes de graduação ou graduados que tenham pesquisas, estudos ou produções no campo da saúde mental com ênfase na dependência química. Dentre os temas propostos no edital segue:


- Dependência Química
 
- Atenção Psicossocial
- Políticas de Saúde Mental
- Psicopatologia Infantil

- Terapias na dependência química

- O trabalhador da Saúde Mental

- Transformações sociais na saúde mental

Os trabalhos selecionados serão apresentados na modalidade painel nos horários estabelecidos pela comissão organizadora do evento.
Segue link do edital com as normas dos trabalhos:

https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnx4eGlqb3JuYWRhZGVzYXVkZW1lbnRhbHxneDo2MzA4MTM1M2NlNTE5YzI5




 

domingo, 15 de setembro de 2013

Universidade para a cidade


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O espaço da universidade tomou várias funcionalidades com o passar dos séculos. Antes foi lugar de isolamento, de fuga das agitações mundanas, de meditação e depósito de saberes.
 
 Depois passou a ser uma "caixa de ressonância" da sociedade, dinâmica, inclusiva, aberta e multiforme.
 
 
Tornou-se uma das instituições mais respeitadas na sociedade, além de agência meramente formadora e de pesquisa. É dessa forma que vem contribuindo com gestores e empresas, fortalecendo movimentos sociais e manifestações culturais. Bastando, para cada uma das finalidades, o empenho docente, a vocação institucional ou a direção administrativa.
 
 
Recentemente esse movimento tem-se enriquecido com as constantes demandas externas buscam nos pesquisadores, laboratórios, grupos de pesquisa, soluções para questões de interesse público.
 
Essa parece ser a principal motivação da gestão municipal de Fortaleza quando a Prefeitura Municipal de Fortaleza, por intermédio da sua Coordenadoria de Ciência, Tecnologia e Inovação, convida oca toda a comunidade acadêmica a tomar a cidade como objeto de estudo e intervenção.
 
 
A CITINOVA convoca pesquisadores e grupos de pesquisa a apresentarem projetos com aplicabilidade no desenvolvimento da cidade ou na solução de seus problemas, no I Workshop Ciência para a Cidade, que será realizado no mês de outubro de 2013, no Teatro do Centro Cultural Dragão do Mar.
 
As áreas de interesse em captações de projetos são:
  • Mobilidade Urbana;
  • Saúde;
  • Educação e Qualificação Profissional;
  • Segurança Cidadã;
  • Energia;
  • Gestão da Cidade;
  • Transparência, Comunicação e Cidadania;
  • Sustentabilidade e Meio Ambiente;
  • Habitação;
  • Cultura, Turismo, Esporte e Lazer;
  • Economia Criativa.
Os grupos de pesquisa de universidades, empresas ou institutos estão convidadas a se inscrever até o dia 16 de setembro no site:   http://www.cienciaparaacidade.org/index.html
 
 
Aproximar a universidade da cidade é movimento salutar e, certamente, já é um dos acertos da atual gestão. Dessa forma, os agentes de pesquisa poderão atuar positivamente na cidade e Fortaleza será beneficiada com melhorias em seus processos e demandas.

 

domingo, 14 de julho de 2013

IMPACTO DAS MANIFESTAÇÕES NO ENSINO SUPERIOR? DIPLOMAS DE DENTISTA E PSICÓLOGO TAMBÉM PODERÃO EXIGIR CICLO NO SUS

Além da educação, mobilidade, corrupção e segurança, a saúde pública brasileira foi apontada como um dos grandes temas nos dias de manifestações nas ruas do país.
Iniciadas há cerca de um mês as marchas que ocorreram em centenas de cidades clamavam por melhorias nos serviços públicos. Ao mesmo tempo repudiavam grandes investimentos em eventos esportivos identificados com o “pão e circo” da antiguidade romana.
Várias ações no Congresso Nacional e até na Presidência da República (incluindo a ideia do plebiscito) foram influenciadas pelas “vozes das ruas” como se convencionou afirmar.
Alguns encaminhamentos foram dados nos campos da mobilidade urbana, educação, segurança e de leis de combate à corrupção  dentre outros crimes. O mesmo não se pode afirmar da saúde, onde as promessas de melhoria se restringiram à vinda de alguns milhares de médicos vindos de outros países para atuarem nas regiões mais distantes do sertão e periferias.
Primeiro chama atenção que médicos de outros países aceitem trabalhar justamente onde colegas médicos daqui não aceitam ir pelos motivos conhecidos por todos. Será que eles estão vindo enganados ou iludidos?
Depois sempre vi com desconfiança a vinda dos médicos ibéricos e cubanos para atuar no Brasil. Os argumentos são vários. Seria um voto de desconfiança para com os médicos nacionais? Seria um plano comunista para introduzir no Brasil agentes cubanos? Afora ilações e retórica, o certo é que muitos gestores (inclusive gestores médicos) ficaram enfastiados com as cobranças do povo pela presença dos médicos nos postos, nos hospitais.
Outra pergunta oportuna: será que somente os competentes e obstinados colegas médicos (minha opinião sincera) sofrem com as condições indignas que nos submetem muitas vezes a parca estrutura pública?
Outro capítulo da novela da saúde se descortina: a regulamentação do Ato Médico, Projeto de Lei nº 268, de 2002 que dispõe sobre o exercício da Medicina. Tal Projeto foi aprovado no Congresso Nacional (no contexto das manifestações) e recentemente sofreu dez vetos da Presidente Dilma Rousseff que provocou satisfação em milhares de profissionais de saúde que viram suas práticas preservadas.
A deputada estadual Rachel Marques argumentou a favor dos vetos presidenciais na sessão do dia 12 de julho de 2013, na Assembleia Legislativa do Ceará. Citou o exemplo dos psicólogos que “são preparados para fazer diagnóstico de transtorno mental”. Ver matéria do jornal O POVO na íntegra:
http://www.opovo.com.br/app/opovo/politica/2013/07/13/noticiasjornalpolitica,3091294/projeto-do-ato-medico-divide-opinioes-na-assembleia.shtml
A despeito das várias críticas que são feitas ao status que os médicos gozam no país, ou seja, da situação de poder que eles usufruem no imaginário popular (e no cenário político), tal como, nas pequenas e médias cidades do interior, é notório que o projeto do Sistema Único de Saúde é muito grande e requer orçamento correspondente, o que não vem ocorrendo nos últimos anos.
Um Sistema Único que anseia abarcar TODOS os brasileiros? Não sei se quaisquer 10% do PIB deem cabo de tamanha conta.
Em relação à suposta ameaça que os médicos estrangeiros representam aos médicos brasileiros (segundo alguns críticos denunciaria certa estrutura de poder) e a ameaça à própria população (segundo outros devido ao despreparo e diferença cultural), o Governo Federal parece ter encontrado a oportunidade para o que mais uma vez desagradou aos colegas médicos que consideraram a iniciativa federal pouco dialógica e muito impositiva: atuação dos formandos médicos obrigatórias no SUS.
A Medida Provisória (MP) ampliará de seis para oito anos a duração de medicina em instituições públicas e privadas valendo para estudantes que ingressarem na faculdade a partir de 2015.
A criação de um ciclo obrigatório de atuação no SUS não deve ficar restrito ao curso de medicina, como definido no Programa “Mais Médicos” do governo federal. O Conselho Nacional de Educação (CNE) estuda a adoção da medida para outras carreiras da área de saúde. O plano prevê que estudantes de odontologia, psicologia, nutrição, enfermagem e fisioterapia também concluam a formação com atividades na rede pública.
Isso parece bastante razoável, pelo menos para os médicos formados na rede pública de ensino superior. Historicamente o que se viu foram médicos se formando e fazendo residência na rede pública de assistência e de ensino e depois se estabelecendo em clínicas nos bairros nobres das cidades e cobrando centenas de reais em consultórios e pequenas fortunas nas cidades do interior. Não que isso precisasse acabar, mas que a contribuição para o Estado e para a sociedade precisava ocorrer com mais ênfase.
 
 
Leia mensagem do Planalto que explica os vetos ao Projeto de Lei aprovado no Congresso Nacional: