Kansas State University

Prédio da Kansas State University.

Universidade de Utah

Fachada do Departamento de Filosofia da Universidade de Utah.

Universidade de Pradesh Arni

Uma das fachada da Pradesh Arni University, na Índia.

University PrimeTime

Paisagem da Marist University / University PrimeTime, nos Estados Unidos.

Universidade de Oxford

Anglian College, da Universidade de Oxford.

A Secretaria de Educação de Jaguaruana e o IFCE fazem enquete no link:

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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Publicação sobre a expansão do ensino superior e o Campus da UFC



Além do blog transver o mundo dedicado à campanha pela instalação do campus da UFC foi apresentada ao Programa de Pós-graduação latu sensu da Universidade Federal do Ceará a primeira publicação a se debruçar sobre o movimento e a criação do seu campus na região do Vale do Jaguaribe, em Russas. A obra intitulada "A Expansão do Ensino Superior no Brasil", faz uma análise do percurso histórico da universidade desde suas origens, passando pela consolidação do ensino superior no país destacando seus momentos mais importantes e panoramas desafiadores. No último capítulo do trabalho tem lugar  o registro da expansão do sistema universitário ocorrido nos últimos anos onde o Campus da UFC em Russas desponta como exemplo à guisa de estudo de caso. Nesse momento é feito um sucinto registro sobre os fatos marcantes do fato bem como um prognóstico dos desafios que o projeto irá passar até a fase na qual o campus estiver em plena atividade. A obra, redigida em forma de monografia, foi apresentada para o curso de Especialização do Ensino Superior do CETREDE UFC e teve como orientadora a professora Livre Docente Glaucia Ferreira da FACED. Espera-se para breve uma publicação coletiva da turma dessa pós-graduação onde irá figurar um capítulo sobre o crescimento do ensino superior no Brasil e o caso do Campus de Russas.

domingo, 1 de abril de 2012

RUSSAS RECEBE A COORDENADORIA DE OBRAS E PROJETOS DO CAMPUS DA UFC


 Enquanto os presentes posam para foto junto à placa recentemente inaugurada...


O deputado federal Antônio Balhmann faz pronunciamento durante uma entrevista. Ao fundo
se observa parte do prédio da Coordenadoria de Obras do Campus.

Placa afixada no dia 03 de março de 2012. 


Há pouco mais de um mês, no dia 03 de março de 2012, aconteceu uma ação muito significativa para o Campus da Universidade Federal do Ceará em Russas e, particularmente, para a história dessa cidade.

As chaves da antiga sede do Campo Federal foram entregues à equipe que ficará responsável pela materialização do sonho universitário. A instalação da Coordenadoria de Obras e Projetos da UFC, no Campo Federal, representa o avanço do processo.

O local já serviu de experimentação agrícola do ente federativo União há várias décadas. Abrigou o Campus Avançado da UECE, que funcionava com o Curso de Tecnólogo em Frutos Tropicais. E também a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente do município. Posteriormente, concluídos os principais prédios, terá sua estrutura aproveitada pela unidade da UFC.

O ato simbólico marca um novo tempo não só porque representa a consolidação do ensino superior federal na cidade. Também porque inicia um ciclo de preservação da história local com a manutenção do prédio que, como uma típica construção sertaneja, imprimirá ao projeto de ensino superior jaguaribano sua identidade única. Tal como os prédios históricos que compõem as Casas de Cultura e a Reitoria, no Campus do Benfica, em Fortaleza.

A conquista do campus da UFC vem mudar muitos paradigmas formados no imaginário popular da comunidade russana. A preservação da sede do Campo Federal contribui para um novo momento de preservação dos nossos verdadeiros valores. Agora não só por amor ao passado, mas, principalmente, com a visão de futuro.

Agora as coisas mudam de figura e uma nova etapa dos valores e o modo de interagir com a história se reinventa.

Convido-os a visitar o blog: http://transverosentido.blogspot.com.br/ Aproveitem e votem na enquete sobre a futura utilização da Coordenadoria de Obras e Projetos: deverá ser o memorial do Campus, a administração do mesmo ou bloco um didático?

sábado, 17 de março de 2012

Os murmúrios de Castro Alves


Prezados leitores do "transver",

Estava lendo uma obra literária que descrevia um constume peculiar dos estudantes do Liceu do Ceará no final do século XIX. Ao final das atividades vespertinas, os jovens declamavam um verso que, por muito tempo, me trouxe uma imagem tranquila, viva e singela à alma.

Fiquemos na companhia do grande poeta Castro Alves com a poesia Murmúrios da tarde.


Ontem à tarde, quando o sol morria,
A natureza era um poema santo,
De cada moita a escuridão saía,
De cada gruta rebentava um canto,
Ontem à tarde, quando o sol morria.


Do céu azul na profundeza escura
Brilhava a estrela, como um fruto louro,
E qual a foice, que no chão fulgura,
Mostrava a lua o semicirc'lo d'ouro,
Do céu azul na profundeza escura.


Larga harmonia embalsamava os ares!
Cantava o ninho — suspirava o lago...
E a verde pluma dos sutis palmares
Tinha das ondas o murmúrio vago...
Larga harmonia embalsamava os ares.


Era dos seres a harmonia imensa,
Vago concerto de saudade infinda!
"Sol — não me deixes", diz a vaga extensa,
"Aura — não fujas", diz a flor mais linda;
Era dos seres a harmonia imensa!


"Leva-me! leva-me em teu seio amigo"
Dizia às nuvens o choroso orvalho,
"Rola que foges", diz o ninho antigo,
"Leva-me ainda para um novo galho...
Leva-me! leva-me em teu seio amigo."


"Dá-me inda um beijo, antes que a noite venha!
Inda um calor, antes que chegue o frio. . . "
E mais o musgo se conchega à penha
E mais à penha se conchega o rio...
"Dá-me inda um beijo, antes que a noite venha!"


E tu no entanto no jardim vagavas,
Rosa de amor, celestial Maria...
Ai! como esquiva sobre o chão pisavas,
Ai! como alegre a tua boca ria...
E tu no entanto no jardim vagavas.


Eras a estrela transformada em virgem!
Eras um anjo, que se fez menina!
Tinhas das aves a celeste origem.
Tinhas da lua a palidez divina,
Eras a estrela transformada em virgem!
 

Flor! Tu chegaste de outra flor mais perto,
Que bela rosa! que fragrância meiga!
Dir-se-ia um riso no jardim aberto,
Dir-se-ia um beijo, que nasceu na veiga...
Flor! Tu chegaste de outra flor mais perto! ...


E eu, que escutava o conversar das flores,
Ouvi que a rosa murmurava ardente:
"Colhe-me, ó virgem, — não terei mais dores,
Guarda-me, ó bela, no teu seio quente..."
E eu escutava o conversar das flores.


"Leva-me! leva-me, ó gentil Maria!"
Também então eu murmurei cismando...
"Minh'alma é rosa, que a geada esfria...
Dá-lhe em teus seios um asilo brando...
"Leva-me! leva-me, ó gentil Maria!..."

quarta-feira, 14 de março de 2012

PNE: 10 ANOS PARA DAR UM SALTO NA EDUCAÇÃO BRASILEIRA

       Realizando as últimas pesquisas em fontes primárias para fundamentar monografia da especialização, debrucei-me sobre a última versão do Plano Nacional de Educação (PNE). Esse documento é o resultado de uma longa história e produtiva discussão entre os interessados na educação brasileira. Nele estão contidos as metas para a educação nos próximos dez anos.

          Um dos debates mais ferrenhos na elaboração desse PNE, principalmente, quando de sua passagem no Congresso Federal, foi a tentativa de garantir os 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação.

           Apesar do movimento não ter atingido textualmente o montante esperado, conseguiu trazer o tema educação para o centro do debate político nacional de forma intensa, mostrando para vários segmentos da sociedade, os custos e os esforços que devem ser feitos para se atingir, enfim, uma educação acessível e de qualidade para os brasileiros.

           Segue abaixo, para conhecimento dos leitores do blog, as vinte metas contidas no PNE 2011-2020:

Meta 1: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar da população de 4 e 5 anos, e ampliar, até 2020, a oferta de Educação Infantil de forma a atender a 50% da população de até 3 anos.

Meta 2: Universalizar o ensino fundamental de nove anos para toda população de 6 a 14 anos.

Meta 3: Universalizar, até 2016, o atendimento escolar para toda a população de 15 a 17 anos e elevar, até 2020, a taxa líquida de matrículas no ensino médio para 85%, nesta faixa etária.

Meta 4: Universalizar, para a população de 4 a 17 anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino.

Meta 5: Alfabetizar todas as crianças até, no máximo, os oito anos de idade.

Meta 6: Oferecer Educação em tempo integral em 50% das escolas públicas de Educação Básica.

Meta 7: Atingir as seguintes médias nacionais para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb):
Ideb
2011
2013
2015
2017
2019
2021
Anos iniciais do ensino fundamental
4,6
4,9
5,2
5,5
5,7
6,0
Anos finais do ensino fundamental
3,9
4,4
4,7
5,0
5,2
5,5
Ensino médio
3,7
3,9
4,3
4,7
5,0
5,2


Meta 8: Elevar a escolaridade média da população de 18 a 24 anos de modo a alcançar mínimo de 12 anos de estudo para as populações do campo, da região de menor escolaridade no País e dos 25% mais pobres, bem como igualar a escolaridade média entre negros e não negros, com vistas à redução da desigualdade educacional.

Meta 9: Elevar a taxa de alfabetização da população com 15 anos ou mais para 93,5% até 2015 e erradicar, até 2020, o analfabetismo absoluto e reduzir em 50% a taxa de analfabetismo funcional

Meta 10: Oferecer, no mínimo, 25% das matrículas de Educação de Jovens e Adultos na forma integrada à Educação profissional nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.

Meta 11: Duplicar as matrículas da Educação Profissional Técnica de nível médio, assegurando a qualidade da oferta.
Meta 12: Elevar a taxa bruta de matrícula na Educação Superior para 50% e a taxa líquida para 33% da população de 18 a 24 anos, assegurando a qualidade da oferta.

Meta 13: Elevar a qualidade da Educação Superior pela ampliação da atuação de mestres e doutores nas instituições de Educação Superior para 75%, no mínimo, do corpo docente em efetivo exercício, sendo, do total, 35% doutores.

Meta 14: Elevar gradualmente o número de matrículas na pós-graduação stricto sensu de modo a atingir a titulação anual de60 mil mestres e 25 mil doutores.

Meta 15: Garantir, em regime de colaboração entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, que todos os professores da Educação Básica possuam formação específica de nível superior, obtida em curso de licenciatura na área de conhecimento em que atuam.

Meta 16: Formar 50% dos professores da Educação Básica em nível de pós-graduação lato e stricto sensu, garantir a todos formação continuada em sua área de atuação.

Meta 17: Valorizar o magistério público da Educação Básica a fim de aproximar o rendimento médio do profissional do magistério com mais de onze anos de escolaridade do rendimento médio dos demais profissionais com escolaridade equivalente.

Meta 18: Assegurar, no prazo de dois anos, a existência de planos de carreira para os profissionais do magistério em todos os sistemas de ensino.
Meta 19: Garantir, mediante lei específica aprovada no âmbito dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, a nomeação comissionada de diretores de escola vinculada a critérios técnicos de mérito e desempenho e à participação da comunidade escolar.

Meta 20: Ampliar progressivamente o investimento público em Educação até atingir, no mínimo, o patamar de 7% do produto interno bruto do País.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Vale do Jaguaribe recebe Mestrado do Instituto Federal

O ensino superior federal reforça sua presença no Vale do Jaguaribe indicando com a criação de mais um curso para a região, agora com o nível de pós-graduação latu sensu. O Mestrado em Tecnologia de Alimentos tem, já pelo título, o mérito e a importância para qualquer região do mundo, quanto mais o Vale que é um verdadeiro celeiro de projetos como é o caso do Tabuleiro de Russas.

Esperamos que o curso se concretize e entre em sinergia com os demais equipamentos de ensino da região (como FAFIDAM, Campus da UFC, escolas). E que não mais ocorra a lacuna deixada pelo Mestrado em Educação e Ciências, como foi o caso da FAFIDAM/FECLESC.

Leia abaixo o informe do site do IFCE.


Imagem: Campus de Limoeiro do Norte terá pós-graduação em Tecnologia de Alimentos (Luís Carlos de Freitas)


IFCE aprova primeiro Mestrado no interior



O Instituto Federal do Ceará (IFCE) ganhará o seu primeiro mestrado acadêmico em um campus do interior do Estado. O curso de Tecnologia de Alimentos será implantado no campus de Limoeiro do Norte, com previsão de oferta de vagas ainda este ano. A aprovação do mestrado se deu esta semana pela Comissão da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).
Este será o segundo mestrado acadêmico oferecido pelo IFCE, que já disponibiliza o curso de Tecnologia e Gestão Ambiental no campus de Fortaleza. A aprovação do mestrado no interior é consequência do processo de expansão do IFCE, que tem permitido desenvolver, de forma articulada, ações em conjunto com outros campi e outras instituições focadas no trinômio ensino, pesquisa e extensão. “O mestrado vem acrescentar nossa oferta de cursos na modalidade strictu sensu, unindo-se ao já oferecido no campus de Fortaleza”, diz o pró-reitor de Ensino, Gilmar Lopes Ribeiro.
De acordo com o relatório da Capes, os itens corpo docente e estrutura, como laboratórios e biblioteca, foram determinantes para a aprovação. O curso oferecerá nove vagas em duas linhas de pesquisa: “Desenvolvimento de processos e produtos alimentares no semi-árido nordestino” e “Fisiologia e bioquímica pós-colheita de produtos regionais”. Ao todo, dez professores-doutores compõem o quadro docente.
Para o diretor-geral do campus de Limoeiro do Norte, José Façanha Gadelha, todo o Estado ganhará com o curso. “Nossa região tem uma vocação para a educação e um perfil econômico direcionado para a área de alimentos. O mestrado aparece num momento importante para elevar a qualificação e impulsionar o setor, atendendo a estudantes e profissionais”, avalia. A diretora de Ensino Lucivânia Monte ressalta que a implantação do mestrado é resultado do envolvimento dos campi de Sobral e de Fortaleza do IFCE, além do Instituto Centec.

Déborah Susane e Luís Carlos de Freitas - Reitoria

Fonte: http://www.ifce.edu.br/noticias/1-noticias/910-ifce-aprova-primeiro-mestrado-no-interior.html

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

SEDE DO CAMPO FEDERAL SERÁ PRESERVADA!


Essa é uma imagem da casa sede do Campo Federal, em Russas, o primeiro espaço construído do Campus da UFC no Vale do Jaguaribe. A foto é de 2007-2008 e mostra parte da frente do prédio com a placa da instituição da época.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

2016 é o prazo para IES manterem o título de universidade

Por decisão do Conselho Nacional de Educação (CNE), para manter o título obtido junto ao MEC, universidades e centros universitários, tanto públicos quanto particulares, deverão oferecer, pelo menos, quatro mestrados e dois doutorados até 2016. A exigência e o prazo valem, também, para faculdades que aspiram ser universidade.

Será difícil para algumas faculdades e centros universitários públicos que pretendem ser uma universidade. Principalmente aquelas mais distantes dos centros de formação de doutores e pós-doutores. Para as instituições particulares, mais ainda, devido ao seu orçamento ser definido pela procura dos seus cursos e pelo pagamento das mensalidades dos alunos, algo que, em última instância, não segue nenhuma lei de continuidade. E a implantação de pós-graduação stricto sensu envolve investimentos contínuos, por vezes, crescentes.

A exigência é considerada, ao mesmo tempo, ousado e realista. Primeiro porque demandará um esforço das gestões acadêmicas a fim de estruturarem programas e corpo docente qualificado, o que envolve muito trabalho. Segundo, dado o prazo que terá de 4 anos pela frente para que essas instituições de ensino superior se credenciem ou sejam recredenciadas, dependendo do caso.

Apesar da intenção de qualificar as instituições de ensino brasileiras, pressionando-as para que desenvolvam seus programas de pós-graduação, o processo não garante, por si, a qualidade na graduação, e muito menos dos mestrados e doutorados que virão a ser criados.

Os Programas de Pós-Graduação de Mestrado e Doutorado são analisados pela CAPES a cada três anos.